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03
Abr'18

Própolis Verde x Gastrite Crônica

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Própolis Verde x Gastrite Crônica

A Própolis possui várias atividades amplamente conhecidas no meio científico e de conhecimento geral como, por exemplo, ação antimicrobiana, antioxidante, anti-inflamatória e cicatrizante, porém uma ação que já é objeto de estudo de várias pesquisas e pouco conhecida é a antiulcerogênica, ou seja, no tratamento de úlceras pépticas e da gastrite crônica. Este texto tem como objetivo informar quais as descobertas dos pesquisadores sobre a atividade da própolis nesses  tipos específicos de doenças que acometem milhares de pessoas ao redor do mundo.

Por definição as úlceras pépticas são lesões profundas que ocorrem no epitélio gastrointestinal, são classificadas em úlcera gástrica e duodenal, dependendo da sua localização e é uma doença multifatorial, cuja causa está relacionada ao desequilíbrio entre fatores endógenos (ácido clorídrico e pepsina) e exógenos (estresse, alimentos, condimentos, fumo, álcool entre outros) e os defensores da mucosa gástrica, ocasionando irritação, ulceração da mucosa e sangramento. A gastrite crônica é a inflamação da mucosa do estômago, que tem como principal fator etiológico, além dos já mencionadas na formação das ulcera péptica, o Helicobacter pylori.

Vários estudos têm demonstrado que diferentes variedades de própolis possuem participação na proteção da mucosa gástrica. Pesquisadores demonstraram em estudos que a própolis contribui para  a regeneração tecidual  como cicatrização de úlceras, feridas e hepatoproteção, atividades possivelmente relacionadas com a ação antioxidante da própolis, uma vez que quando radicais livres são produzidos, dificultam ou mesmo impedem que ocorra a regeneração das células no local. A remoção dos mesmos pelos compostos fenólicos (compostos bioativos da própolis) permitiria que o órgão ou tecido doente pudesse se regenerar normalmente.

Outro fator que contribui para que o extrato de própolis auxilie no tratamento da gastrite é sua ação antibactericida. A inibição de crescimento de Helicobacter pylori, bactéria causadora da gastrite, foi observada por alguns estudiosos como  Ohsugi et al. (1997), Hashimoto et al.(2001) e Boyanova et al (2005). Desta forma, a inibição de úlceras gástricas através da ingestão de própolis, possivelmente, está relacionada com a atividade anti-helicobater, já que esta bactéria é reconhecidamente associada  a estas úlceras; bem como também pode-se relacionar aos efeitos anti-inflamatórios, cicatrizantes e antineoplásicos dos extratos de própolis.

Enfim os resultados obtidos pela administração oral dos extratos das própolis sugeriram uma capacidade desses produtos, em estimular os denominados fatores citoprotetores da mucosa gástrica. O fato dos extratos serem ricos em compostos fenólicos reforça essa afirmação, já que princípios ativos originários de plantas como alguns desses compostos, presentes também em uma grande variedade de própolis revelaram ação antiulcerogênica a partir de propriedades de regeneração tecidual como cicatrização de úlceras e feridas.

Referências:

1. Paulino; N. et al. Tratado de propoterapia clínica. Vol.1. São Paulo: editora Nelpa, 2016.

2.Madjarof,C. Atividade antitumoral, anti-inflamatória e antiulcerogênica de duas variedades de própolis brasileira.Campinas,2009.

3.Ddine,L et al. Fatores associados com a gastrite crônica em pacientes com presença ou ausência do Helicobacter pylori. ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.25 no.2 São Paulo Apr./June 2012.

4.Pereira,D et al. Histórico e principais usos da própolis apícola. ACSA – Agropecuária Científica no Semi-Árido, V. 11, n. 2, p. 01-21, abr – jun , 2015

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