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27
Jun'18

Eficácia do Extrato Etanólico de Própolis

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Eficácia do Extrato Etanólico de Própolis

A Própolis é um produto natural, proveniente da secreção de plantas, que produzem metabólitos secundários utilizados na sua própria defesa contra insetos, micro-organismos e doenças de modo geral. As abelhas coletam estas secreções, levam-na para a colmeia, adicionando saliva e cera, produzindo a própolis. Esta é utilizada pelas abelhas na defesa da colmeia contra insetos invasores, fungos, vírus e bactérias, entre outros.

As substâncias presentes na própolis são potentes antimicrobianos, antitumorais e antioxidantes. Entretanto, nem todas (ou a sua maioria) não são solúveis em água, devido a uma característica resinosa do produto, que lhe confere propriedades apolares (insolúvel em água).

Basicamente a Própolis Verde possui três tipos de substâncias, os ácidos cafeoilquinicos, os flavonoides agliconas e os ácidos fenólicos, sendo o Artepillin-C o majoritário. Os ácidos cafeoilquinicos possuem uma potente ação antioxidante e são amplamente solúveis em água. Pode-se dizer, portanto, que um extrato aquoso da própolis verde é rico em ácidos cafeoilquinicos. Entretanto, o extrato aquoso de própolis é pouco estável, pois pode ao longo dos dias apresentar uma contaminação por fungos, sendo necessário o uso de conservantes para o aumento de vida de prateleira.

O Extrato Etanólico, por sua vez, “extrai”, além dos ácidos cafeoilquinicos, os flavonoides e ácidos fenólicos, na sua totalidade. Portanto, é mais viável a produção desse extrato, levando-se em consideração que não sofre contaminação ao longo do tempo e é considerado um “extrato mais rico que o aquoso”, já que na sua composição estão presentes, na sua maioria, os compostos bioativos da própolis. No preparo do extrato etanólico, emprega-se como solvente o álcool de cereais.

Este produto apresenta uma toxicidade muito baixa (toxicidade aguda: DL50 (oral, rato): 6,2 g/kg e DL50 (cutânea, coelho): 20,0 g/kg) sendo recomendado o seu uso em humanos. Com respeito ao extrato aquoso de própolis, o qual não apresenta toxicidade (Mani F, Damasceno HCR, Novelli ELB, Martins EAM, Sforcin JM (2006). Propolis: Effect of different concentrations, extracts and intake period on seric biochemical variables Journal of Ethnopharmacology 105, 95–98) nas doses normalmente utilizadas, mas corre-se o perigo de utilizar-se extratos fungados ou com conservantes, o que não é recomendado para crianças, por exemplo. 

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