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A AÇÃO ANTIOXIDANTE DA PRÓPOLIS

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A própolis é uma substância resinosa coletada de diversas partes das plantas por abelhas e misturada à cera, pólen e secreções salivares. Sua composição é complexa e está relacionada, principalmente, às características da vegetação de cada região. É destinada a diferentes propósitos na colmeia, tais como selar fissuras ou vedar espaços e embalsamar insetos invasores, evitando sua decomposição e o crescimento de micro-organismos que possam infectar a colônia. As propriedades biológicas da própolis estão relacionadas à presença de uma variedade de compostos biologicamente ativos, cuja ação tem sido amplamente estudada. Por isso a própolis é usada em várias partes do mundo onde é indicada para melhorar a saúde e prevenir doenças. Entre as diversas ações atribuídas por pesquisas está o poder antioxidante, assunto que será abordado nesse primeiro texto, da série: “As diferentes propriedades farmacológicas* da própolis”.

Antes de iniciarmos, é necessário definir alguns termos importantes como a palavra antioxidante: antioxidantes são quaisquer substâncias que, quando presentes em baixas concentrações, em relação ao substrato oxidável, retardam ou inibem, consideravelmente, a sua oxidação. Outra palavra importante para a compreensão das informações é Radical Livre, palavra que nos últimos tempos vem ganhando espaço no setor científico e na área médica. Os radicais livres são espécies altamente reativas que possuem em sua estrutura um elétron desemparelhado e esta instabilidade o tornam altamente reativos com outras moléculas contra as quais colidem, retiram elétrons destas substâncias e modificam suas estruturas moleculares, ou seja, os radicais livres provocam efeitos nocivos no corpo humano e os antioxidantes são os agentes responsáveis pela inibição e redução das lesões causadas por eles nas nossas células.

A ocorrência de diversas doenças está relacionada a aumento nos níveis de radicais livres em nosso organismo, entre elas:

•  Doenças cardiovasculares;

•  Doenças reumáticas;

•  Doenças neurológicas;

•  Doenças psiquiátricas;

•  Envelhecimento precoce;

•  Neoplasias;

•  Osteoporose;

•  Diabetes;

•   Enfermidades inflamatórias associadas à formação de radicais livres, durante o processo de oxidação.

Os antioxidantes contribuem para a manutenção da saúde, pois estudos sugerem que antioxidantes presentes na dieta em quantidades significativas, principalmente de compostos fenólicos, os quais englobam flavonoides e taninos contribuem para a prevenção dessas doenças graves e crônicas. É justamente nessa constatação que a própolis se enquadra. A própolis possui substâncias chamadas de polifenóis (dentre eles os flavonoides) com propriedades capazes de combater o processo de oxidação, agindo dessa forma como um poderoso antioxidante.  Diversas funções são atribuídas aos flavonoides nas plantas (usadas pelas abelhas para a produção de própolis), entre eles, podemos citar: proteção dos vegetais contra a incidência de raios ultravioletas e visível, proteção contra insetos, fungos, vírus e bactérias, antioxidantes, agentes alelopáticos e inibição de enzimas. Além dos polifenóis, a própolis possui uma extensa gama de outros compostos com a propriedade de remover os radicais livres em excesso no nosso organismo.

Essa importante propriedade da própolis tem sido alvo de estudos por vários grupos pesquisadores e muitos deles chegaram a isolar diversos compostos que seriam os responsáveis por essa propriedade antioxidativa. Estes grupos de pesquisadores são unânimes em atribuir aos flavonoides (substâncias presentes na própolis), principalmente um específico denominado de CAPE, esta propriedade farmacológica. No entanto, outras pesquisas constataram que extratos de própolis onde houve a remoção do CAPE, continuaram a apresentar atividade antioxidante. As pesquisas também sugerem que um mecanismo que poderia explicar a atividade antioxidante da própolis seria o sequestro/remoção de radicais livres gerados por neutrófilos (célula de defesa do organismo), que resultaria em uma atividade anti-inflamatória final.

Outro fato importante é que oxidações químicas e enzimáticas envolvendo a formação de radicais livres aceleram o fenômeno de envelhecimento. A formação dos radicais livres conduz ao estresse oxidativo, processo no qual estes iniciarão uma cadeia de reações, originando alterações em proteínas extracelulares e a modificações das células. Para evitar esse processo a pele possui o seu próprio mecanismo de defesa tais como: enzimas, vitaminas e agentes quelantes de íons metálicos. Entretanto, a capacidade protetora desse mecanismo diminui com o envelhecimento, então, compostos exógenos (ingeridos por meio da alimentação) como enzimas, antioxidantes e compostos fenólicos reforçam a proteção natural pela limitação das reações oxidativas. A constatação desse fenômeno tem levado a um consumo cada vez maior de alimentos funcionais os quais contêm antioxidantes capazes de neutralizar esta ação dos radicais livres.

Enfim, a própolis tem sido cada vez mais estudada e seus possíveis benefícios para a saúde tem contribuído para a manutenção de um estilo de vida saudável e de prevenção de doenças e do próprio envelhecimento precoce.

*Quando mencionamos as propriedades farmacológicas da própolis é importante esclarecer que os produtos que contêm própolis e que apresentem indicações terapêuticas podem ser registrados como medicamentos específicos, segundo a Resolução- RDC n° 132, de 29 de maio de 2003, sendo classificado como opoterápicos.

Referências

1. Melo,A.A.M at all. Capacidade antioxidante da própolis. e-ISSN 1983-4063 - www.agro.ufg.br/pat - Pesq. Agropec. Trop., Goiânia, v. 44, n. 3, p. 341-348, jul./set. 2014

2. Cunha, A.L at all. Fundamentos químicos da ação dos radicais livres no organismo. ISSN 2525-5215 DOI: 10.17648/diversitas-journal-v1i1.450. Volume 1, Número 1 (jan./abr. 2016) pp:  08-13.  www.kentron.ifal.edu.br/index.php/diversitas_journal

3. Bianchi, M.L.P;Antubes,L.M.G. Radicais livres e os principais antioxidantes da dieta. Rev. Nutr., Campinas, 12(2): 123-130, maio/ago., 199

4. Hirata,L.L. at all. Radicais livres e o envelhecimento cutâneo. Acta Farm. Bonaerense 23 (3): 418-24 (2004).

5. Paulino; N. at all. Tratado de propoterapia clínica. Vol.1. São Paulo: editora Nelpa, 2016.

6. Atividade antioxidante de própolis verde, marrom e avermelhada de regiões que contêm alecrim-do-campo. Disponível em < http://www.apacame.org.br/mensagemdoce/92/artigo2.htm>. Acessado em: 30/06/2017.

Notícia: 17/07/2017