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25
Mar'19

O benefício da Própolis Verde para os rins

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O benefício da Própolis Verde para os rins

As propriedades da própolis são amplamente estudas pelo meio acadêmico e científico. E a mais recente descoberta sobre o poder dessa resina é o seu benefício para a manutenção da saúde dos rins.

A própolis brasileira é coletada e produzida pelas abelhas Apis mellífera, sendo uma mistura complexa, formada por material resinoso e balsâmico de diversas fontes vegetais, como ramos, flores e exsudatos de árvores. Além desses materiais, na colmeia, as abelhas adicionam secreções salivares e enzimas. A própolis é usada em vários lugares do mundo onde é indicada para melhorar a saúde e prevenir doenças, pois possui ação anti-inflamatória, antimicrobiana, antitumoral, cicatrizante, antioxidante, dentre outras. Esse potencial biológico é resultado de um sinergismo que ocorre entre as centenas de constituintes dessa resina.

Há vários tipos de própolis, porém a utilizada no estudo que comprovou o benefício renal foi a denominada própolis verde. A própolis verde é produzida a partir de uma planta conhecida popularmente por alecrim do campo (Baccharis dracunculifolia). Dentre as várias propriedades da própolis verde focaremos na ação anti-inflamatória possível responsável pelos benefícios aos rins.

Os rins são órgãos complexos, com função principalmente reguladora, essenciais para a manutenção do equilíbrio do organismo. Dentre as principais funções renais estão a excreção e reabsorção de substâncias, regulação do equilíbrio hidroeletrolítico, controle da pressão sanguínea, eritropoiese e vitamina D, homeostase do cálcio, manutenção do equilíbrio ácido-base, dentre outras. No entanto, certas complicações patológicas são responsáveis por danificarem a estrutura e diminuírem a atividade funcional desse órgão.

O estudo realizado pelo Dr. Marcelo Silveira, aluno de Doutorado do Grupo de Nefrologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo teve como objetivo avaliar o efeito do extrato de própolis verde brasileiro na proteinúria e ritmo de filtração glomerular estigmada em pacientes com Doença Renal Crônica. A proteinúria é um marcador de doença renal e constitui um fator de risco independente para a sua progressão, pois aumentos ou decréscimo no valor de proteinúria são importantes marcadores do prognóstico renal do paciente. Esse estudo administrou por 12 meses extrato de própolis verde em um grupo de pacientes na dose de 500mg/dia, no final do estudo a proteinúria foi significativamente menor (redução de 40%-50%) no grupo que utilizou própolis do que no grupo que não usou essa resina natural.

Concluiu-se que o extrato de própolis verde brasileiro foi seguro e bem tolerado, bem como reduziu significativamente a proteinúria nos pacientes com doença renal crônica. A partir desse estudo mais uma ação pode ser atribuída à própolis: o denominado efeito antiproteinúrico. Isso significa que a própolis verde pode auxiliar no tratamento da doença renal crônica ao diminuir a presença de proteína na urina, pois sabe-se que quanto maior for a proteinúria mais rápida é a perda da função renal.

O possível responsável por esse efeito benéfico para as células renais é a ação anti-inflamatória da própolis verde. Há relato de paciente que diminuiu as inflamações renais em 30% no momento em que passou a consumir o extrato de própolis verde diariamente. A própolis é rica em um grupo de substâncias denominadas de polifenóis, dentre eles, os flavonoides. Os flavonoides representam um dos grupos fenólicos mais importantes e diversificados entre os produtos de origem natural e diversas atividades biológicas são atribuídas à eles o que lhes conferem significativa importância farmacológica. A atividade anti-inflamatória observada na própolis parece ser devida à presença dos flavonoides. De modo geral, em relação a atividade anti-inflamatória os flavonoides atuam modulando células envolvidas com a inflamação, inibindo a produção de citocinas pró-inflamatórias, modulando a atividade das enzimas da via do ácido araquidônico (a modulação inclui também a lipo-oxigenase), além de modularem a enzima formadora de óxido nítrico.

Enfim, o extrato de própolis verde agora possui mais uma evidência científica de um benefício que pode ser usado como uma medida preventiva ou de atenuação para doença renal crônica.

Referências:

1. Efeito da Própolis Verde Brasileira sobre Proteinúria e Função Renal em pacientes com Doença Renal Crônica. Texto disponível em < https://sbn.org.br/blog/efeitos-da-propolis-verde-brasileira-sobre-a-proteinuria-e-funcao-renal-em-pacientes-com-doenca-renal-cronica/ > Acessado em 22/03/19.

2. Paulino; N. at al. Tratado de propoterapia clínica. Vol.1. São Paulo: editora Nelpa, 2016.

3. Alves,MAR. Diagnóstico de doença renal crônica: avaliação de proteinúria e sedimento urinário. J Bras Nefrol Volume XXVI - nº 3 - Supl. 1 – Agosto de 2004.

4.  Própolis-Jornal da Cultura:12/12/18. Disponível em < https://www.youtube.com/watch?v=4Is8y_b5_94 > Acessado em 22/03/19.

5. Lustosa,S.R at al. Própolis: atualizações sobre a química e farmacologia. Revista Brasileira de Farmacognosia Brazilian Journal of Pharmacognosy 18(3): 447-454, Jul./Set. 2008

6.Coutinho,M.A.S at al. Flavonoides: potenciais agentes terapêuticos para o processo inflamatório. Rev. Virtual Quim., 2009, 1 (3), 241-256. Data de publicação na Web: 26 de Junho de 2009.

7.Marcucci, M.C. Propriedades biológicas e terapêuticas dos constituintes químicos da própolis. Instituto de Química- Universidade Estadual de Campinas-Campinas-SP. Química Nova, 19(05) (1996).

8.Abreu, A.P.L. Estudo comparativo da atividade anti-inflamatória e antifúngica de extrato de própolis vermelha e verde. Dissertação para obtenção do título de Mestre em Farmacologia Clínica- Universidade Federal do Ceará.

9. Costa,MFB. Estudo do efeito nefroprotetor do extrato alcoólico de própolis vermelha em um modelo de lesão renal aguda por isquemia/reperfusão em ratos. Dissertação apresentada a Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, da Universidade Federal do Ceará, como requisito para obtenção do grau de Mestre em Farmacologia. Fortaleza-Ceará-2013.

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